230 anos da Revolução no Haiti. 17 (2003)

A gente estuda um monte de fatos que mudaram o curso da história: descobertas importantes, guerras, revoluções… Um desses eventos históricos que ninguém sai da escola sem saber é a Revolução Francesa. Aconteceu mais ou menos assim… No início do século XVIII, a França era governada por uma monarquia que acumulava muita riqueza e poder, enquanto a maior parte da população vivia na miséria. Tanta injustiça alimentou um incontrolável sentimento de revolta que terminou em uma revolução sanguinolenta: dezenas de milhares de pessoas morreram em guilhotinas naquele período. A Revolução Francesa não só mudou a forma de organização social do país naquele período, como também se tornou um marco histórico de ideias que são importantes até hoje. 

Uma das principais bandeiras dos revolucionários era a igualdade entre os homens. Fruto desse momento, a Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão, é um documento importantíssimo que define alguns direitos chamados de naturais, ou seja, que todos os homens ganham ao nascer simplesmente por serem humanos.  

Mas há uma contradição nessa história. A Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão não foi aplicada pelos franceses em suas colônias na África e na América Latina, onde ainda existiam senhores e escravos. A ideia de igualdade foi aplicada apenas para alguns homens (brancos, europeus, do sexo masculino…) e não para todos, mas ela inspirou a maior revolta de escravizados da história moderna.

Isso aconteceu no Haiti, um pequeno país do Caribe colonizado pela França. Dois anos depois da Revolução Francesa, os escravizados enfrentaram os proprietários de terras, franceses, espanhóis e até mesmo o temido Napoleão.

Apesar da importância da Revolução Haitiana para a história, ela é pouco contada. Pergunte aos seus pais e tios e você vai descobrir que muito adulto saiu da escola sem sequer ter ouvido falar nesse assunto. 

Aproveitando o aniversário dos 230 anos da Revolução Haitiana, a Manga de Vento te conta essa história tin-tin por tin-tin: