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Quem descobriu o nióbio?

O nióbio é um metal que está presente na quinta coluna da tabela periódica, aquele quadro que apresenta e organiza os elementos químicos naturais e artificiais. 

Representado pelas letras Nb, ele é considerado um “metal de transição”, ou seja, possui a propriedade de tornar o aço ainda mais resistente e forte. 

O nióbio foi extraído pela primeira vez em 1801, pelo químico inglês Charles Hatchett, quando ele analisava rochas do Museu Britânico, em Londres. Como a amostra vinha dos Estados Unidos, país que naquele tempo era também conhecido como Columbia, Hatchett nomeou o metal de columbium.

Anos depois, o nióbio foi confundido com um metal chamado tântalo. Passaram décadas até que, em 1840, um professor da Universidade de Berlim (Alemanha) chamado Heinrich Rose desfez a confusão. Rose mostrou que, embora possam ser encontrados no mesmo mineral, o nióbio e o tântalo são metais diferentes. Depois dessa revelação de Heinrich Rose, o até então columbium foi rebatizado. Seu novo nome é uma referência a Níobe, personagem da mitologia grega que era filha de Tântalo, assim como o nióbio é, de certa forma, “filho” do tântalo.

Níobe é uma personagem da Mitologia Grega, filha de Tântalo e Dione e esposa de Anfião, rei de Tebas.

 

 

 

 

 

 

 

 



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Como o nióbio é utilizado?

Por ser resistente a altas temperaturas, o nióbio pode ser utilizado na fabricação de turbinas de avião, foguetes, mísseis e usinas nucleares. Além de possuir alta resistência térmica, o nióbio conduz bem o calor e é bastante resistente à corrosão, sendo por isso bastante adequado para a construção de reatores atômicos. O nióbio pode também ajudar a produzir veículos mais leves e que, por isso, consomem menos combustível.

Na medicina, ele é utilizado na fabricação de instrumentos cirúrgicos, de parafusos utilizados em ossos humanos e na fabricação de máquinas que fazem um exame de imagem chamado ressonância magnética.

Por ser alergênico, ou seja, não causar alergia, ele também pode ser utilizado na fabricação de bijuterias e piercings, mas isso não é muito comum.

 



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Por que o nióbio é importante para o Brasil?

 

 

O Brasil possui mais de 90% das reservas de nióbio conhecidas no mundo, mas o mineral também pode ser encontrado no Canadá, no Egito, no Congo, na Groelândia, na Rússia, na Finlândia e nos Estados Unidos.

As maiores reservas brasileiras ficam nos estados de Minas Gerais (cidades de Araxá e Tapira), Amazonas (São Gabriel da Cachoeira e Presidente Figueiredo) e Goiás (Catalão e Ouvidor).

 A reserva de nióbio da cidade de Araxá, em Minas Gerais, produz sozinha 75% da produção mundial. Ela foi descoberta pelo geólogo mineiro Djalma Guimarães, em 1953. 

 

 

 

 



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Quem foi Djalma Guimarães?

 

Djalma Guimarães foi um importante geólogo brasileiro nascido no estado de Minas Gerais, em 1874. Ele descobriu alguns novos minerais e deu a eles nomes em homenagem a cientistas importantes. Foi assim com a eschwegeíta, a arrojadita e a pennaíta.

Professor universitário e autor de muitas obras, Djalma foi também homenageado por companheiros de pesquisa que deram o nome de djalmita a um mineral encontrado na cidade de Brejaúba (MG).

A sua maior contribuição para o Brasil foi a descoberta, em 1953, de jazidas de nióbio, na cidade de Araxá (Minas Gerais). Sua obra foi até mesmo reco

nhecida  pela cientista polonesa Marie Curie (1867-1934), que o considerou o “príncipe dos geólogos”. 

 

Djalma Guimarães morreu em 1973.

 

 

 



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O nióbio pode resolver os problemas da economia brasileira?

Apesar de ter muitas aplicações e ser encontrado em abundância no Brasil, o nióbio pode ser substituído por outros minerais com propriedades semelhantes e que podem até custar mais barato.

Além disso, a quantidade de nióbio que o Brasil produz hoje já é suficiente para atender a necessidade (ou demanda, como dizem os economistas) dos outros países. Se o Brasil começar a produzir mais, o preço do nióbio pode cair e isso não é bom para o país.

 

Por fim, muitos especialistas alertam para o fato de que o Brasil exporta suas riquezas naturais e depois importa produtos prontos a um preço muito maior. Ou seja, melhor seria se o Brasil não apenas investisse na mineração, que inclusive muitas vezes traz problemas socioambientais, mas estimulasse a fabricação ambientalmente responsável de aviões, carros, máquinas de ressonância magnética, foguetes ou plataformas de petróleo.

E você? Já tinha ouvido falar do nióbio? Escreva pra gente!

 

 

 



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Escuta essa: A pedra do gênesis

O Escuta Essa desta edição traz uma música chamada A Pedra do Gênesis, do roqueiro brasileiro Raul Seixas (se quiser conhecer mais sobre o cantor, clique aqui).

A pedra de gênesis é uma rocha lunar trazida por astronautas da Apollo 11, nave que transportou o homem à Lua em 1969. Ela ganhou o nome do livro da Bíblia que narra a origem do mundo, porque estudos mostraram que essa pedra se formou há cerca de 4,5 milhões de anos, quando a Lua se solidificou.

Até hoje, cientistas do mundo todo se debruçam sobre essa rocha para saber mais sobre a origem e a formação do satélite natural do planeta Terra. (Se quiser saber mais sobre esse tema, leia essa reportagem.)

Solta o som!

Pergunte à geóloga Poliany Figueiredo

 

Para conversar sobre o nióbio, convidamos a geóloga Poliany Morais Figueiredo, que já trabalhou aqui no Brasil, na Guiné Francesa (que fica no oeste africano) e trabalha atualmente na Austrália, onde mora há sete anos. Você pode estar se perguntando, qual a diferença entre a geologia e a geografia que a gente estuda na escola. Poliany explica que a geologia se concentra na história do planeta como corpo celeste,  como ele e as partes que o compõem se formaram ao longo do tempo. Já a geografia estuda as características e a história recente do planeta e das rochas, e a relação do homem com esse ambiente.

Quem puxou esse bate-papo foram seis crianças super espertas: Gustavo (8 anos), Anny (8 anos), Lucas (8 anos), Lucca (8 anos), Edson (8 anos) e Efraim (8 anos).

Clique abaixo para escutar!

 

Expediente:

Texto: Cibele Carvalho

Ilustração: Livia Arnaut

Revisão de texto: Bernardo Romagnoli Bethônico

Convidado especial: Poliany Morais Figueiredo

Agradecimentos: à professora Sâmara Carla Lopes Guerra de Araújo e à turma de 3º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Marconi/BH.

 

Continue para responder um quizz divertido sobre o nióbio!

 

 

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Quizz sobre nióbio

 

Durante muito tempo, o nióbio era chamado de columbium. Posteriormente, ele foi confundido com o metal tântalo. Resolvida a confusão, ele passa a ser conhecido por nióbio. Por quê?

Correct! Wrong!

Quanto a utilização do nióbio, marque a alternativa incorreta:

Correct! Wrong!

Por que o nióbio é importante para o Brasil?

Correct! Wrong!

Sobre o geólogo brasileiro Djalma Guimarães, maque a opção incorreta:

Correct! Wrong!

O nióbio pode resolver os problemas da economia brasileira?

Correct! Wrong!

Um quizz sobre o nióbio. Nº 14 (2019)
RELEIA NOVAMENTE ESSA EDIÇÃO!
Você parece estar confundido nióbio com tântalo!
ESTÁ QUASE LÁ!
Continue pesquisando sobre o assunto!
PARABÉNS!!!
Você é praticamente um duque da geologia!



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Futebol feminino. E agora? Nº 13 (2019)

 

Domingo passado, o Brasil foi eliminado da Copa do Mundo de Futebol Feminino, após uma disputa pela vaga nas quartas de final que durou 120 minutos. Apesar do bom desempenho, o time foi eliminado pela França, que jogava em casa e venceu por 2 x 1. 

Ao final da partida, a jogadora Marta declarou aos jornalistas que essa copa foi muito especial, porque trouxe mais visibilidade para o esporte. Ela ainda afirmou que “não haverá Marta, Cristiane e Formiga para sempre”, ou seja, que essa copa encerra um ciclo no futebol feminino e que, por isso, é importante apoiar a próxima geração de jogadoras. 

O que Marta quis dizer foi que acaba a participação do Brasil na copa, mas o futebol feminino brasileiro precisa continuar. 

Quer pensar sobre esse tema com a gente? Segue o lance…

 

Como surgiu o futebol feminino?

O futebol feminino nas grandes competições

Dados da Copa de 2019

O time brasileiro da Copa de 2019

A desigualdade de gênero no futebol 

Escuta Essa: um futebolzinho com objetos

Pergunte a quem entende: com Ivi Casagrande

Quizz sobre futebol feminino

 

 

 

 

 

 

 

Como surgiu o futebol feminino ?

Cada vez mais o futebol feminino vem se desenvolvendo e chamando a atenção das pessoas, mas a verdade é que essa modalidade do esporte já existe há muito tempo.  A primeira partida de que se tem notícia aconteceu em 1898, na Inglaterra, numa disputa entre inglesas e escocesas.

Aqui no Brasil, existem registros mostrando que, no início do século XX, aconteciam jogos amadores entre times mistos, formados por homens e mulheres. Uma partida ocorrida em 1913 foi, durante muito tempo, considerada a primeira jogada somente por garotas. Depois, foi descoberto que o time na verdade era formado por jogadores do Sport Club Americano vestidos de mulher. Com isso, uma partida disputada em 1921 por moças de dois bairros de São Paulo passou a ser considerada uma referência inicial na prática do esporte no país. Repercutindo o preconceito da sociedade, os jornais da época noticiaram o evento em tom de deboche, chamando a partida de “curiosa” ou até mesmo de “cômica”. Não é de se estranhar que, naquele tempo, alguns circos apresentassem partidas de futebol feminino como uma atração e não como uma disputa esportiva. Ou seja, nas primeiras décadas do século XX, o futebol feminino no Brasil até existia, mas era raro e acontecia longe dos clubes e dos campeonatos.

 

Pode parecer que de lá pra cá as coisas foram melhorando aos poucos, mas não foi bem assim. A história às vezes se parece com o peão de um jogo de trilha de tabuleiro: anda pra frente, mas também pode recuar algumas casas. Um desses recuos aconteceu quando, em 1941, surgiu uma lei proibindo as mulheres de praticarem esportes que fossem «incompatíveis com a natureza feminina». Essa lei, que hoje consideramos atrasadíssima, só deixou de existir em 1979, e foi então que começaram a surgir os times femininos de clubes. Nove anos depois, em 1988, surgiu a primeira equipe de futebol feminino da seleção brasileira.

 



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