Caça às bruxas – Nº. 7 (2018)

Em outubro, o hemisfério Norte vai se despedindo do outono e as pessoas começam a se preparar para o inverno. Nessa região do planeta, isso significa poucas horas de luz durante o dia e noites bem mais longas. As árvores perdem suas folhas e a paisagem pode ficar bem mais assustadora. Há mais de 3 mil anos atrás, vivia na região da Grã-Bretanha e da França o povo celta. Os celtas acreditavam que, nessa época fria e sombria do ano, os mortos retornavam para assombrar os vivos. Para se protegerem, eles se fantasiavam de bruxas e outros seres amedrontadores.

Essa tradição chegou até a Idade Média (do século V ao século XV), um período histórico em que a Igreja católica tinha muito poder. Acontece que os papas e padres não gostavam nada nada das tradições dos camponeses que não eram cristãos (pagãos) e condenavam essa história de bruxas.

Como é muito difícil impedir as crenças de um povo, a Igreja preferiu permitir algumas destas tradições que já existiam, desde que fossem modificadas para assumir características da religião católica. Por exemplo, a crença de que os mortos voltariam no inverno foi modificada e se tornou o dia de homenagear os mortos ou finados, que no Brasil é celebrado a cada dia 02 de novembro. Nesse dia, as famílias pagavam pessoas para rezar por seus familiares mortos. Essas profissionais da oração, as rezadeiras, iam de casa em casa oferecendo o serviço, de forma que rapidamente a população mais pobre percebeu ali uma oportunidade de ganhar algum dinheiro.

Como você já pode imaginar, a tradição de bater de porta em porta oferecendo orações se transformou na tradição de bater de porta em porta oferecendo doces ou travessuras. Acontece que, entre o período dos celtas e a festa de Halloween dos dias de hoje, aconteceu uma verdadeira caça às bruxas.

 

  1. Como aconteceu a caça às bruxas na Idade Média?
  2. Por que em alguns períodos históricos os livros são considerados vilões?
  3. O que é censura?
  4. O que é liberdade de expressão?
  5. Pergunte a quem entende com a artista Letícia Grandinetti.