Diário da volta às aulas. 14 (2021)

Nas últimas semanas, várias escolas públicas e particulares de Belo Horizonte foram autorizadas pela prefeitura a voltar a funcionar, depois de mais de um ano fechadas por causa da pandemia do coronavírus.

O Brasil é um dos países do mundo que manteve as escolas fechadas por mais tempo, o que tem preocupado os especialistas em Educação.

Nas famílias pobres, o fechamento da escola por tanto tempo pode levar crianças e jovens a abandonar os estudos para trabalhar, contribuindo com a renda familiar.

Além disso, acredita-se que o fechamento das escolas prejudicou o aprendizado de um grande número de alunos de todas as classes sociais, além de provocar problemas emocionais em crianças e jovens.

Apesar de não faltarem motivos para o retorno, a volta às aulas presenciais ainda traz preocupações, porque a vacinação no Brasil tem acontecido de forma lenta.

Diante desta situação, as escolas precisaram adotar uma série de medidas de segurança, como divisão das turmas, uso obrigatório de máscaras por alunos, professores e funcionários, distanciamento das carteiras, instalação de pias para proporcionar a higienização das mãos e monitoramento constante de casos suspeitos.

Por tudo isso, a volta às aulas provocou na comunidade escolar – pais, alunos, professores e funcionários – sentimentos conflitantes, como alegria e medo. Para contar sobre essa experiência, convidamos uma leitora da Manga de Vento. Nossa convidada, que compartilhou seu registro diário com a gente, preferiu usar um pseudônimo para ficar à vontade para falar o que lhe viesse à cabeça. O pseudônimo escolhido foi Annabeth. 

Se você também quiser nos contar o que sentiu nos primeiros dias ou o que espera do retorno, escreva pra gente. Vamos adorar saber sobre as suas experiências, expectativas, preocupações e percepções.