Como foi a Estocolmo +50. 12 (2022)

Nos últimos anos, os problemas ambientais brasileiros deram o que falar: incêndios na Amazônia e no Pantanal, desmatamentos, desastres na mineração… É claro que esses problemas afetam a população local, mas eles também trazem prejuízos para outros países: as nuvens produzidas na Amazônia, por exemplo, conseguem atravessar o Atlântico por meio de correntes de ar, por isso, um incêndio na floresta pode provocar a diminuição das chuvas lá na Europa. Por outro lado, os Estados Unidos, país que mais produz lixo no mundo, envia vários quilos de resíduos para os países da América Latina, como denunciou a organização ambientalista Last Beach Cleanup

A ideia de que o problema ambiental de um lugar pode afetar outro parece óbvia hoje em dia, mas era uma grande novidade das décadas de 1960 e 1970 do século passado, quando vários países entenderam que deveriam discutir em conjunto as questões ambientais. Assim nasceu, em 1972, a primeira edição da Conferência das Nações Unidas sobre o Homem e o Meio Ambiente, realizada em Estocolmo, capital da Suécia. Em 1992, 20 anos depois dessa primeira iniciativa, aconteceu a segunda edição desse encontro internacional, a Rio 92 (ou ECO 92), dessa vez aqui no Brasil.

Este ano, em que se completam cinquenta anos da primeira convenção e trinta anos do encontro no Rio, foi realizada a Estocolmo +50, terceira edição da Conferência das Nações Unidas sobre o Homem e o Meio Ambiente. Nos dias 2 e 3 de junho, 130 países voltaram à capital sueca para comemorar estas datas, para avaliar o que já foi feito desde 1972 e o que precisaremos fazer a partir de agora.  

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