Como surgiram os direitos das crianças?

Você sabia que, na Idade Média europeia, as crianças mamavam até mais ou menos 7 anos e, daí por diante, iam trabalhar com os adultos? Naquele tempo, não existia escola e as crianças tinham uma vida muito parecida com a adulta.

Aos poucos, as coisas foram mudando e a diferença entre as gerações passou a ficar mais marcada. Trabalho, dinheiro, histórias com violência… isso passou a ser considerado coisa de adulto. Brincar, estudar e as histórias com final feliz… isso passou a ser coisa de criança.

As decisões políticas? Passaram a ser tomadas só pelos adultos e eles nem sempre prestavam atenção aos interesses infantis. Até que, em 1924, alguns líderes mundiais se reuniram em Genebra para discutir os direitos das crianças. Depois de 65 anos, em 1989, aconteceu a Convenção sobre os Direitos da Criança, um acordo entre países para garantir os direitos das pessoas entre 0 e 18 anos. Esse foi um dos tratados internacionais mais assinados do mundo, sabia?

Os países que assinaram a Convenção acordaram que todos deveriam criar leis nacionais sobre esse tema. O Brasil também assinou esse acordo, inseriu alguns direitos das crianças na Constituição Federal de 1988 e criou, dois anos depois, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a principal lei sobre o direito das crianças do nosso país. Tanto na Convenção de 1989 quanto no ECA constam muitos direitos, entre eles, o direito à informação.

Mas o que significa ter direito à informação?