No meio ambiente, por Angela Guerra

 

Angela Guerra é professora de Educação para a Terra em uma escola de Belo Horizonte chamada Casa Viva. Para essa amante da permacultura, da agroecologia e da agricultura urbana, a melhor notícia de 2020 foi a união de vários grupos que lutam por causas comuns para enfrentar os desafios trazidos pela pandemia.

Um exemplo desta união de coletivos foi uma iniciativa que ganhou o nome de Ribeirão em Defesa da Vida – Neves sem Corona, projeto que apostou na união das mulheres moradoras de Ribeirão das Neves, buscando soluções para os diversos problemas causados pela COVID-19 nas comunidades da região.

Ribeirão da Neves é uma das cidades mais pobres dentre as 34 que compõem a região metropolitana de Belo Horizonte. Mesmo antes da pandemia, a região já contava com mobilizações importantes de coletivos, líderes comunitários e ativistas. O projeto Ribeirão em Defesa da Vida – Neves sem Corona surgiu então da união desses grupos para proteger as famílias vulneráveis e apoiar os produtores locais.

Além do Ribeirão em Defesa da Vida – Neves Sem Corona, projeto que a Angela acompanha de perto, foram várias as iniciativas que surgiram em vilas, comunidades e favelas para enfrentar coletivamente a pandemia. Esses projetos deixam para nós uma grande lição de solidariedade e espírito coletivo, que, muitas vezes, faltou nas regiões mais ricas das cidades brasileiras.

Em 2021, Angela Guerra gostaria de ler uma manchete assim:

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