Como assim, direito à informação?

Entre os direitos previstos na Convenção de 1989 que inspiraram o ECA, está o direito à informação adaptada à capacidade de compreensão das crianças sobre os assuntos que são do interesse delas.

Esse direito surgiu porque, sem informação, as crianças ficam impossibilitadas de compreender o contexto em que vivem, tomar decisões e iniciativas, sendo passivas em relação à própria vida e impedidas de participar da vida social. Sem informação, as crianças tomariam vacina sem compreender a importância da imunização e não poderiam se mobilizar, por exemplo, em relação à questão climática.

As crianças e adolescentes, sejam eles ricos ou pobres, negros ou brancos, meninas ou meninos de todas as religiões e culturas, têm direito à informação e esse direito é responsabilidade de todos: da família, dos vizinhos, da escola, do governo, das empresas, dos jornais e das revistas.

As crianças têm direito de saber se a família vai se mudar de casa ou qual é o cardápio do almoço, por exemplo. No posto de saúde, têm o direito de saber qual vacina vão tomar, se dói ou não e para quê ela serve. Na escola, têm o direito a informações sobre o calendário, o cardápio, os deveres e os direitos dos estudantes. Essas informações devem ser adaptadas, ou seja, devem vir em linguagem adequada à faixa etária e, em caso de cartazes e placas, devem estar à altura dos olhos das crianças. Além disso, as informações também devem ser acessíveis a crianças que não sabem ler ainda, além daquelas que possuem alguma deficiência ou transtorno.

Se você está pensando que ainda há muito trabalho para que seja garantido o direito das crianças à informação, você tem toda razão.

Como você se sente quando não sabe o que os adultos estão pensando e decidindo?

Em que situações você sente falta de mais informações?