O que tem sido feito para ajudar essas pessoas?

Confusas e amedrontadas, as vítimas de violência doméstica podem sentir dificuldade de sair dessa situação e precisam de ajuda para se informar sobre seus direitos e sobre a melhor forma de agir para estar em segurança. Essa ajuda pode vir do governo, de uma empresa ou de uma pessoa próxima.

Sabendo que as casas não são lugares seguros para todas pessoas, a ONU (Organização das Nações Unidas) recomendou aos governos algumas medidas para serem tomadas durante a quarentena, como a melhoria dos serviços de denúncia, a continuidade dos julgamentos de casos de violência doméstica e o funcionamento dos abrigos para vítimas mesmo durante esse período.

Em alguns países, funcionários de farmácias e supermercados foram instruídos pelos governantes a chamar a polícia quando alguém falar uma senha secreta, como “máscara 15” ou “máscara vermelha” ou se perceberem alguém com hematomas estranhos.

No Brasil, as denúncias de violência doméstica por telefone cresceram bastante durante a pandemia, mas especialistas entenderam que o problema é ainda maior, já que, estando vítimas e agressor na mesma casa, fica mais difícil ligar e denunciar em voz alta. 

A solução encontrada foi a criação de um aplicativo chamado Direitos Humanos Brasil, que pode ser baixado gratuitamente. Para fazer uma denúncia pelo aplicativo, é preciso ter um e-mail e um CPF (Cadastro de Pessoa Física), um número que muitas vezes está na nossa carteira de identidade. 

Algumas empresas também estão colaborando. O aplicativo de entregas a domicílio Rappi criou um botão chamado SOS Justiceiras que, ao ser acionado, coloca a vítima em contato com uma voluntária encarregada de oferecer instruções sobre como se proteger e pedir ajuda.

Já as empresas de cosméticos Avon e Natura produziram uma série de vídeos disfarçados: parecem vídeos de culinária, quando, na verdade, são campanhas para incentivar as vítimas de violência doméstica a pedirem ajuda. Os vídeos são compartilhados apenas pelo Whatsapp. 

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